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Associação Portuguesa de Escritores considera morte de Lobo Antunes grande perda para a literatura

Para o presidente da APE, a morte de António Lobo Antunes é uma perda dolorosa e o momento é de luto para a literatura portuguesa.

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Lusa 05 de março de 2026 às 10:35
Lobo Antunes, figura ímpar na literatura portuguesa, morreu
Lobo Antunes, figura ímpar na literatura portuguesa, morreu Marco Alves/Sábado

O presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE) considerou esta quinta-feira que a é uma grande perda para a literatura portuguesa, destacando que deixa uma grande obra como legado.

"O António Lobo Antunes foi e será um dos nomes nucleares de toda a nossa história literária. É pois a perda de alguém que deixa uma obra absolutamente fundamental que irá sendo sempre reencontrada nos seus diversos géneros através de múltiplas gerações", disse José Manuel Mendes.

Para o presidente da APE, a morte de António Lobo Antunes é uma perda dolorosa e o momento é de luto para a literatura portuguesa.

"Da 'Memória de Elefante' ao último dos seus romances e às suas crónicas singularíssimas e muito sedutoras tudo vibra de uma intensidade que conjuga experiências literárias, profundidade psicológica e conhecimento do humano na sua dimensão social, mas também, senão sobretudo, no seu labirinto interior e numa escrita que se desafiava a si proporia, procurando soluções inovadoras que foi construindo de página a página", disse.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu hoje aos 83 anos, confirmou à Lusa fonte editorial.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

O seu primeiro livro, "Memória de Elefante", surgiu em 1979, logo seguido de "Os Cus de Judas", no mesmo ano, sucedendo-se "Conhecimento do Inferno", em 1980, e "Explicação dos Pássaros", em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal.

A República Portuguesa condecorou-o com o Grande Colar da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008.

Foi Prémio Camões em 2007.

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